Estilista belga lança coleção de véus islâmicos modernos

Véu da coleção de Rafiy.

Véu da coleção de Rafiy.
(Foto: Noos D'Izar/Divulgação)

Uma estilista belga está ganhando reconhecimento internacional com uma coleção de véus islâmicos feitos para a mulher moderna. As peças utilizam tecidos maleáveis e trazem detalhes inusitados, que os diferenciam dos hijabs tradicionais.

"Já passou da hora de as pessoas entenderem que o hijab não é um símbolo de opressão contra a mulher muçulmana, mas uma escolha que ela faz", diz Fatima Rafiy.

A estilista belga acredita que o hijab (que cobre parcialmente o rosto) é um acessório que pode ser usado não apenas por jovens muçulmanas como também por não-islâmicas. Para provar isso, ela criou, juntamente com a sócia Inge Rombouts, a grife NoorD'Izar.

Na coleção de Rafiy, as cores sóbrias dão lugar a tons de roxo, verde e prata. Um modelo indicado para a prática de esportes é feito de tecido mais maleável, de fibras sintéticas como elastano e viscose stretch.

Outros hijabs trazem detalhes inusitados como pele falsa de animal e espaço para encaixar os óculos (tarefa mais complicada nos véus tradicionais).

"Com as minhas criações quero dar às muçulmanas algo novo, contemporâneo, que elas possam usar com orgulho", diz a estilista.

Fenda de morro cresce e casa desaba em SC

Em dez dias, fenda aumentou de 4 metros para 8 metros de profundidade.
Empresa próxima ao morro foi evacuada nesta segunda (20).

Fenda aumentou 4 metros em dez dias.

Fenda aumentou 4 metros em dez dias
(Foto: Divulgação/ Defesa Civil de Pomerode)

Uma casa próxima a um morro, que está com uma fenda de 8 metros, em Pomerode (SC) desabou, na manhã desta segunda-feira (20), após uma chuva. Há dez dias, a fenda estava com 4 metros de profundidade e a casa foi evacuada por apresentar rachaduras. O aumento da fenda fez o solo se elevar e provocou as rechaduras na casa.

Segundo Defesa Civil do município (Comdec), a casa começou a desabar no fim de semana, mas, com a chuva desta segunda, terminou de cair. Duas empresas que também funcionam próximo ao morro de 30 metros estavam em estado de alerta caso chovesse. Uma delas, onde funciona uma fábrica de peças de bicicleta, teve que ser evacuada na manhã desta segunda-feira. Na semana passada, começaram a aparecer rachaduras nas paredes da empresa.

“Trabalhamos com medidas preventivas, porque com a chuva o processo de deslizamento de terra pode ser acelerado. Amanhã vamos fazer uma nova medição para avaliar se essa velocidade aumentou”, diz Luiz Gustavo Teixeira, engenheiro ambiental da Comdec.

Ele explica que a preocupação é com a chuva. “Caso ela continue, a empresa permanece evacuada. Há previsão de chuva até a próxima sexta-feira (24)”, diz.

Segundo ele, a fenda continua aumentando de 20 cm a 30 cm a cada 24 horas. Ela foi descoberta no dia 16 de agosto, depois que os moradores da casa, próxima ao morro, perceberam rachaduras nas paredes. Ao acionarem a Defesa Civil, foi constatado o deslocamento da fenda. Os moradores foram retirados do local. As causas do aparecimento da fenda são várias, segundo o engenheiro, e podem ter sido tanto por efeitos naturais como por ação humana.

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